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Bolsonaro expõe o vídeo que Paulo Pimenta quer esconder

Em um novo capítulo das tensões políticas no Brasil, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) compartilhou em suas redes sociais um vídeo polêmico, datado de julho de 2016, no qual o então deputado federal pelo PT do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta, viajou à Venezuela para denunciar o que a esquerda considerava um “golpe” contra Dilma Rousseff. A publicação, feita na última segunda-feira (20), trouxe novamente à tona um episódio que Bolsonaro alega que Pimenta gostaria de ver esquecido.
O vídeo mostra Paulo Pimenta em um evento na Venezuela, onde homenageou líderes como Nicolás Maduro, Hugo Chávez, Daniel Ortega e Evo Morales. Durante seu discurso, Pimenta transmitiu saudações de Luiz Inácio Lula da Silva e de “a presidenta legítima do Brasil Dilma Rousseff”, além de elogiar o apoio de Maduro contra o impeachment de Dilma. "Nós somos muito gratos ao apoio da Venezuela e de todos aqueles que têm se manifestado na América e no mundo para denunciar o golpe e para apoiar a democracia no Brasil neste momento", afirmou Pimenta na ocasião. Pimenta prosseguiu comparando a situação política do Brasil, à época do impeachment de Dilma Rousseff, com o que ele chamou de "guerra econômica" que a burguesia tentava fazer na Venezuela. "Nós estamos vivendo um golpe que tem muita semelhança com a guerra econômica que a burguesia tenta fazer na Venezuela. Quero concluir, senhor presidente, dizendo que me sinto profundamente honrado e orgulhoso de estar aqui neste momento", concluiu Pimenta, referindo-se aos líderes latino-americanos que ele mencionou e elogiou durante o discurso. A divulgação do vídeo por Bolsonaro gerou imediata repercussão nas redes sociais e na mídia. Seus apoiadores usaram o vídeo para criticar Pimenta e o PT, destacando o apoio do deputado a regimes considerados autoritários e questionando sua posição em relação à democracia. Por outro lado, defensores de Pimenta argumentaram que o vídeo apenas reafirma a posição consistente do deputado em defesa de Dilma Rousseff e contra o que consideram ter sido um impeachment ilegítimo. Bolsonaro, ao compartilhar o vídeo, ressaltou a importância de lembrar o passado e a postura de figuras públicas em momentos críticos da história política do Brasil. "Este é o tipo de apoio que Paulo Pimenta e o PT defendem. Eles homenageiam ditadores e atacam a democracia brasileira," escreveu Bolsonaro em sua postagem, inflamando ainda mais o debate. O episódio é um exemplo claro de como vídeos e declarações do passado são frequentemente usados no jogo político para reforçar narrativas e influenciar a opinião pública. A estratégia de Bolsonaro de trazer à tona o vídeo de Pimenta em um momento politicamente carregado visa não apenas criticar um oponente, mas também reforçar a imagem de seu próprio movimento como defensor da democracia e dos valores brasileiros contra influências externas que considera nocivas. A reação de Paulo Pimenta à divulgação do vídeo foi rápida. Em uma coletiva de imprensa na manhã seguinte, o deputado afirmou que não se arrepende de suas declarações feitas em 2016 e que continua a acreditar que o impeachment de Dilma Rousseff foi um golpe. "O vídeo que Bolsonaro compartilhou é uma tentativa desesperada de desviar a atenção dos problemas reais que o Brasil enfrenta. Minhas palavras em 2016 refletiam a necessidade de defender a democracia contra ataques autoritários, e essa luta continua sendo relevante hoje", declarou Pimenta. Ele também acusou Bolsonaro de hipocrisia, alegando que o ex-presidente tem um histórico de elogiar ditadores e regimes autoritários. "Bolsonaro não tem moral para me acusar de nada. Ele próprio sempre expressou admiração por ditadores e regimes autoritários. O que vemos aqui é uma clara tentativa de manipulação política," completou Pimenta. A polêmica em torno do vídeo de Paulo Pimenta reflete as profundas divisões que ainda marcam a política brasileira, onde eventos passados são constantemente revisitados e reinterpretados à luz das disputas atuais. Com a eleição de 2025 se aproximando, episódios como este provavelmente continuarão a surgir, cada lado buscando reforçar sua narrativa e enfraquecer a do adversário. Enquanto isso, o público brasileiro assiste a mais uma batalha de narrativas, onde o passado é usado como arma política, e cada declaração, viagem ou homenagem se torna potencial material para disputas eleitorais e debates ideológicos. A capacidade de influenciar a opinião pública e moldar a percepção dos eleitores será crucial para os atores políticos nos próximos meses, à medida que o Brasil se prepara para mais uma rodada de eleições.

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