O verdadeiro fascismo foi praticado por membros da torcida do Corinthians contra manifestantes bolsonaristas no metrô de São Paulo O verdadeiro fascismo foi praticado por membros da torcida do Corinthians contra manifestantes bolsonaristas no metrô de São Paulo O verdadeiro fascismo foi praticado por membros da torcida do Corinthians contra manifestantes bolsonaristas no metrô de São Paulo Pular para o conteúdo principal
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O verdadeiro fascismo foi praticado por membros da torcida do Corinthians contra manifestantes bolsonaristas no metrô de São Paulo

No último domingo, 25, uma cena que remeteu a tempos mais sombrios da história internacional desenrolou-se nas dependências do metrô de São Paulo, mais precisamente na estação que dá acesso à famosa Avenida Paulista. 

Um grupo de torcedores do Corinthians, identificados como membros da torcida organizada Gaviões da Fiel, tomou uma atitude controversa que rapidamente incendiou o debate público sobre tolerância, liberdade de expressão e os ecoantes fantasmas do fascismo e apartheid.

Os torcedores em questão posicionaram-se estrategicamente na entrada do vagão, criando uma barreira humana intransponível. Seu objetivo: impedir que indivíduos que haviam participado de uma manifestação a favor do ex-presidente Jair Bolsonaro adentrassem o espaço público do metrô. A exclamação, “Aí, ninguém entra. 

Não vão entrar, não. Pode voltar”, capturada pelas câmeras de transeuntes, tornou-se emblemática das tensões ideológicas que fervilham sob a superfície da sociedade brasileira.

Esta ação não resultou em confrontos físicos, em grande parte graças à moderação dos presentes, inclusive dos próprios manifestantes excluídos, que, apesar da indignação evidente, optaram por não confrontar a barreira. 

Os torcedores, após garantirem a exclusão desejada, recorreram a cânticos que exaltavam seu time, uma tentativa perceptível de reafirmar identidade coletiva em meio à controvérsia.

Este incidente não é isolado na história recente do Brasil, mas destaca-se pelo lugar onde ocorreu: um espaço público, destinado ao trânsito e à convivência de todos os cidadãos, independentemente de suas convicções políticas. 

A ação é remanescente, para muitos, das práticas de exclusão social vistas no fascismo de Mussolini, na Itália, e no apartheid, na África do Sul. Igualmente, resgata a memória das discriminações perpetradas pelo regime de Hitler, especialmente contra os judeus.

Especialistas consultados salientam a importância de refletir sobre esse evento não como um acontecimento isolado, mas como sintoma de uma polarização.

As autoridades do metrô de São Paulo e representantes dos direitos humanos já se manifestaram, declarando estar investigando o ocorrido e prometendo medidas para que tais atos de intolerância não se repitam. 

Enquanto isso, a sociedade civil, através das redes sociais e fóruns de debate, mostra-se dividida, entre a defesa ferrenha da liberdade de expressão e o temor de que o espaço público se torne arena de exclusão e hostilidade.

Este incidente, portanto, serve como um lembrete preocupante da fragilidade da convivência social em tempos de intenso debate ideológico. O desafio que se coloca é o de garantir que espaços como o metrô de São Paulo permaneçam territórios de encontro, não de exclusão, refletindo assim os valores de uma sociedade verdadeiramente democrática e inclusiva.


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